Osteopatia Craniana
A estrutura óssea e membranosa da calota craniana confere ao ser humano proteção ao nobre tecido encefálico e aos órgãos da sensibilidade como: olfato, visão, audição e degustação. Além disso, também participa da função mastigatória.
Classicamente, podemos dividir o crânio em neurocrânio e viscerocrânio. O neurocrânio, é composto por oito ossos denominados: occipital, parietais (2), temporais (2), esfenóide, frontal e etmóide, que formam o arcabouço ósseo arredondado que envolve encéfalo e orelhas internas. Já o viscerocrânio é composto por quatorze ossos chamados: zigomáticos (2), maxilas (2), nasais (2), palatinos (2), lacrimais (2), conchas inferiores (2), mandíbula e vômer que formam a parte anterior do crânio, compondo os ossos da face.
Por muito tempo, acreditou-se que estas estruturas possuíam algum tipo de movimento apenas durante a infância e que na vida adulta, devido a fusão das suturas cranianas, não ocorria mais movimento algum. Contudo, o Dr. William Garner Sutherland, considerado o pai da osteopatia craniana, após décadas de estudo elucidou que as suturas cranianas não ossificam completamente no decorrer da vida adulta e possuem certa flexibilidade entre elas. Posteriormente, outros estudiosos inspirados na ideia de um crânio com uma certa "maleabilidade", com o auxilio da microscopia óptica e eletrônica, demonstraram a existência de vasos sanguíneos, fibras nervosas, colágeno e fibras elásticas entre as suturas.
Assim, com o êxito nestas descobertas, hoje sabemos na osteopatia que o crânio possui um movimento de flexão e extensão e que, estes movimentos ocorrem ciclicamente de seis a doze vezes por minuto com a principal função de bombear o líquido cefalorraquidiano. Vale ressaltar que através da dura máter o sacro também acompanha este movimento que denominamos ritmo crâniossacral.
Em virtude disso, os ossos do crânio devem mover-se livremente. Caso contrário, se houver alguma restrição nos seus "micromovimentos", o processo da autocura e homeostase do organismo podem ser prejudicados.
A osteopatia craniana levando em conta todos esses aspectos, através de uma avaliação criteriosa e com intervenções manuais suaves e indolores, pode contribuir no tratamento das seguintes situações:
- Enxaqueca
- Cefaleia
- Nevralgia do trigêmeo
- Sinusite
- Renite
- Disfunção da articulação temporomandibular (ATM)
- Alterações do sistema nervoso autônomo
- Zumbido
- Vertigem
- Otite
- Alterações gastrointestinais (através do nervo vago)
- Alterações em todos os níveis da coluna
- Deformidade em crânio pediátrico
